Mídia Rondoniense

Paralisação geral e fechamento da fronteira em Guajará-Mirim por conta da suspensão dos trâmites da Ponte Binacional

O Comité Civico del Beni anunciou a paralisação geral e bloqueio da fronteira, que promete afetar significativamente a vida em Guajará-Mirim e Guayaramerin. O Comité Civico del Beni, declarou que a região ficará paralisada por tempo indeterminado, com o fechamento e bloqueio de diversos órgãos públicos, bancos, prefeituras e a interrupção das atividades nos aeroportos. Além disso, todos os portos oficiais da fronteira do Estado do Beni, de Guajará-Mirim a Costa Marques e áreas adjacentes, estarão inoperantes.

A paralisação cívica, que conta com o apoio dos trabalhadores e mais de três mil mototaxistas bolivianos, promete causar um impacto sem precedentes na região.

A causa dessa paralisação em larga escala é a insatisfação generalizada entre os bolivianos em relação à interferência e às exigências impostas por um ministro do governo boliviano. Essas ações resultaram na suspensão do Edital da Construção da ponte binacional Brasil-Bolívia. O povo boliviano, de maneira unânime, clama pela construção dessa ponte na fronteira entre Guajará-Mirim, no Brasil, e Guayaramerin, no Beni, Bolívia.

De acordo com informações essa paralisação está prestes a impactar o comércio de Guajará-Mirim, que depende significativamente do fluxo de bolivianos e brasileiros. A situação promete um grande desafio para a economia local, à medida que a fronteira permanece fechada.

Nesse cenário tenso e imprevisível, o Comité Civico del Beni mantém sua determinação de buscar a construção da ponte binacional e continua lutando contra as exigências do ministro boliviano que ameaçaram esse projeto.