Os números atualizados hoje revelam os atendimentos feitos pela equipe do Corpo de Bombeiros, que garantiu a segurança dos banhistas no rio Guaporé: foram seis ataques de arraias, quatro casos de coma alcóolico, um resgate de um boliviano embriagado e uma mulher que sofreu crise de hipoglicemia.
De acordo com a corporação militar, a estimativa é de que um público de mais de 25 mil pessoas passou pelas praias da cidade ribeirinha durante os três dias de festa. Apesar da grande quantidade de pessoas, a presença da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de seguranças particulares impediu brigas.
Quantos aos atendimentos a quem exagerou na bebida, os Bombeiros informaram que todos os quatro turistas que sofreram coma alcoólico eram homens. Uma das militares envolvida nos atendimentos explicou ao FOLHA DO SUL ON LINE como é feito o procedimento:
O coma alcoólico acontece quando se ultrapassa o limite de metabolização do álcool pelo fígado, assim ele não consegue mais realizar seu papel e o nível de álcool continua alto pelo sangue, causando intoxicação por álcool nos órgãos internos e no cérebro. Assim, o corpo, como uma reação defensiva “apaga”. Aí acontece a chamada amnésia pós-coma alcoólico, pois o álcool dificultou a criação de novas memórias, e como a pessoa passou muito tempo sob o efeito da substância, o que tenha feito durante a embriaguez dificilmente conseguirá lembrar.
SINTOMAS COMUNS
Desmaio ou perda de consciência, dificuldade em andar ou se manter de pé, Convulsão... nesse caso o primeiro atendimento é ficar atento ao estado em que o sujeito se encontra, observando sinais de asfixia ou engasgamento.
Também é preciso manter o paciente aquecido e em uma posição adequada que possibilite a passagem do ar. É importante que sejam observadas as condições em que o paciente se encontra, se está acordado ou não, e se tem capacidade de comunicação. E, em caso de apresentar náuseas, a condução é realizada com paciente lateralizado para que ele não se engasgue e seja conduzido para atendimento médico especializado.
Fonte: Folha do Sul

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