
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de confirmar que a maioria dos vereadores de Vilhena indicou pessoas para serem contratadas pela Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, entidade que comanda o sistema municipal de Saúde local.
Após receber, de um leitor, a informação de que havia inclusive parentes de parlamentares prestando serviços para a prefeitura por indicação, sem a necessidade de concurso, o site constatou que a velha tática do “pistolão” segue a todo vapor na maior cidade do Cone Sul.
O fato de as contratações serem feitas por uma entidade privada facilita o argumento dos edis acusados da garantir a “boquinha”, de que não se trata de nepotismo, uma prática tão ilegal quanto antiga em Vilhena.
Conforme apurou a reportagem, hoje a Chavantes tem o dobro de portariados que havia quando a terceirização da saúde foi feita: eram cerca de 250 não concursados, e hoje o número passa de 500.
A empresa argumenta que, mesmo com o número maior de funcionários, o aumento de gastos foi mínimo. Isso porque estão sendo economizados mais de R$ 1,7 milhão em horas extras.
“Melhoramos o atendimento, já que temos mais pessoas trabalhando, e o custo a mais foi bem pequeno” argumenta a firma, que garante: todos os contratados passaram por exames seletivos. “Nem sabemos quais são parentes de vereadores, pois levamos em conta o perfil: se encaixa na função, fica. Se não encaixa, aí dispensamos”, diz a Chavantes.
E OS VEREADORES?
Ao lotar apadrinhados na folha de salários da empresa a quem lhes compete fiscalizar, os parlamentares vilhenenses podem até tentar alegar que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O difícil é alguém acreditar.
Fonte: Folha do Sul
