Mídia Rondoniense

Servidores da Prefeitura de Porto Velho são acusados de exigir propina e ameaçar empresários

 —  Porto Velho




A ação investiga um grupo de servidores públicos lotados na Superintendência de Gastos Públicos (SGP), órgão responsável por fiscalizar e controlar as despesas públicas na administração municipal de Porto Velho e é realizada pela Polícia Civil de Rondônia, por meio das Delegacias de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 1) e da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), unidades integrantes do Departamento de Estratégia e Inteligência (DEI), em conjunto com o Ministério Público estadual, por meio do Inquérito Policial nº 1199/2023-DRACO.

A "Operação Outliers" envolveu mais de vinte e duas medidas cautelares, incluindo mandados de prisão temporária, busca e apreensão e medidas restritivas de bens.

Durante a investigação, foi descoberto um esquema envolvendo servidores dessa superintendência que exigiam propina de empresários. O objetivo era dificultar a concorrência em um sistema eletrônico utilizado em diversas secretarias da prefeitura de Porto Velho, especificamente no que se refere à troca de peças e mão de obra necessárias para a manutenção da frota de veículos. As ordens de serviço eram direcionadas para determinadas empresas, as quais eram obrigadas a submeter-se ao esquema mediante o pagamento de propina.

Foi constatado ainda que os servidores públicos investigados cobravam um percentual de aproximadamente 10% sobre o valor das ordens de serviço emitidas pelos empresários vítimas dessa extorsão. Os valores resultantes desse esquema de corrupção eram transferidos para contas de terceiros indicadas pelos servidores.

Até o momento, apurou-se que o município de Porto Velho gastou cerca de R$ 6 milhões nos últimos quatro anos somente com as sete empresas que mais foram contratadas. A investigação continua em andamento, visando identificar outras possíveis irregularidades e responsabilidades envolvendo servidores e empresários.