Foi este o desafio lançado sexta-feira, na Tribuna, pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), ao pedir ao Ministério da Gestão o preenchimento de cargos nas principais regiões mineradoras brasileiras.
Confúcio disse que o seu apelo é direcionado à ministra de Gestão Esther Dweck, lembrando a existência de planos específicos de salários nas demais agências. “Para ANM eu peço prioridade”, disse o senador.
“No início da minha carreira lá em Rondônia eu fui médico de garimpo, onde trabalhei dez anos com carteira assinada, dentro de uma mina de estanho. Mais tarde, quando governador do estado, trabalhamos na produção de calcário, autossuficiente para atender a agricultura; desde o cascalho para fazer uma estrada, aos minerais mais nobres, tudo passa pela Agência Nacional de Mineração.”
Segundo o senador, cabe à Comissão de Serviços de Infraestrutura tomar providências no sentido de fazer novos concursos públicos. “Será preciso adequar os salários defasados, porque eles vieram de outra organização, o antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e hoje, enquanto outras agências possuem plano salarial, a ANM não tem”, explicou.
Mesmo sendo contrário à mineração ilegal, Confúcio discorda da criminalização do garimpo. “Nas exportações do minério de ferro e de tantos minerais nobres do Brasil, tudo depende da validação das unidades produtoras, ricas inclusive, para aumentar o desenvolvimento nacional”, assinalou.
“Se não existir dentro da ANM a devida organização, pessoal técnico treinado para poder acompanhar todos os movimentos garimpeiros do Brasil, fica muito difícil fiscalizar”, alertou.
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