A pequena Gabrielly Oliveira dos Santos, de 07 anos de idade, faleceu na última terça-feira (27) após atendimento na UPA do município de Vilhena.
Com a gravidade do quadro clínico, a garota precisou ser transferida para o Hospital Regional, onde teve que ser intubada.
A família da criança, atribui a morte da pequena Gabrielly, ao atendimento dos médicos da UPA, pela demora em transferi-la para o hospital.
Em nota enviada a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, entidade responsável pelos atendimentos médicos na UPA e no Hospital Regional de Vilhena, comentou o falecimento da criança
NOTA OFICIAL
A Santa Casa de Chavantes vem a público, em primeiro lugar, lamentar profundamente a perda da pequena G.O.S. e expressar nossas mais sinceras condolências à família neste momento de dor. Reconhecemos a importância de prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, buscando promover uma comunicação baseada na empatia e na busca por soluções construtivas.
No dia 23/06, a paciente Gabriela deu entrada na UPA, apresentando queixa de vômito iniciado na noite anterior, sem febre ou alterações pulmonares e cardíacas.
O médico de plantão realizou a devida avaliação e prescreveu medicação para cortar o vômito (Bromoprida), além de indicar medicação para vômito de uso domiciliar, com orientação de retorno, se necessário.
No dia 25/06, a criança foi recebida com queixa persistente de vômito, fraqueza e tosse. Os demais indicadores estavam normais, conforme a triagem realizada pelo médico de plantão, que avaliou a garganta, o abdômen e auscultou o coração da criança, não identificando sinais de desconforto respiratório. Na ocasião, o médico receitou medicação e explicou sobre retorno em caso de sinais de alerta a serem observados no quadro clínico.
Ainda no mesmo dia, a paciente retornou com queixa de fraqueza, sendo então internada e iniciado o tratamento hospitalar com antibióticos, medicação para cortar o vômito, corticoide e bronco dilatador.
Foram realizados exames como hemograma na UPA e raio-x para avaliação pulmonar, que apresentou uma leve infecção.
Durante a internação, a paciente foi transferida para a sala amarela do Hospital Regional, onde foram mantidos os medicamentos bronco dilatadores e o processo de hidratação, entre outros procedimentos necessários. Diante de uma piora súbita da infecção, constatada por meio de um novo raio-x, a paciente foi transferida para a sala vermelha por volta das 22 horas, e foi solicitada a avaliação do pediatra e de um cirurgião, que ocorreram às 23 horas. Frente a esse novo quadro de piora súbita, o médico responsável optou pela intubação da paciente, por volta da 00:58 da manhã, momento em que chamou a família e explicou a necessidade de encaminhá-la para uma UTI infantil em Cacoal, uma vez que o organismo da paciente não estava reagindo à medicação e o oxigênio estava na dosagem máxima permitida.
Todas as medidas necessárias foram tomadas, incluindo a solicitação da vaga na UTI, que foi liberada. Em seguida, foram realizados os procedimentos de estabilização da paciente, iniciando com a intubação, como mencionado anteriormente, às 00:58, e a transferência da paciente pôde ser realizada com segurança no dia 27/06.
É importante ressaltar que, durante todo o processo de atendimento à paciente, a Santa Casa de Chavantes adotou os cuidados necessários para garantir o melhor atendimento possível.
Neste momento, nossa prioridade é oferecer apoio à família enlutada, acolhendo sua dor e buscando auxiliá-los no que for necessário. Reiteramos nossa tristeza pela perda da pequena G.O.S. e nos colocamos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que possam contribuir para a compreensão desse evento doloroso. Nossos sentimentos de solidariedade estão com a família nesse momento difícil, e nos comprometemos a trabalhar incansavelmente para oferecer cuidados de saúde de qualidade e segurança a todos os nossos pacientes.
Atenciosamente,
Santa Casa de Chavantes

