De acordo com o senador, uma das soluções que tem ganhado força nos últimos anos é a adoção do hidrogênio sustentável. Segundo ele, dados da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que, desde o ano 2000, aproximadamente mil projetos de hidrogênio foram identificados no mundo, no entanto, apenas quatro projetos dessa natureza estão no Brasil.
Confúcio Moura afirma que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem defendido que o país possui todas as condições para ser protagonista no processo de descarbonização da economia no mundo através de tecnologias limpas como o hidrogênio verde. “Para a CNI, além das vantagens econômicas ao país, o hidrogênio sustentável seria extremamente viável ao Brasil em termos de produção, explicou Confúcio.
O senador enfatizou que estudos da CNI identificaram duas modalidades de produção adequadas para uso no setor industrial, que são, o hidrogênio verde, produzido a partir de fontes renováveis, como energia solar e eólica sem emissão de gases de efeito estufa; e o hidrogênio azul, obtido a partir do gás natural e com emissões reduzidas por meio da tecnologia de captura e armazenamento de carbono.
Para Confúcio Moura, além de surgir como oportunidade para descarbonizar a indústria nacional, o hidrogênio verde também poderia ser exportado, em especial para a Europa. “Entre os potenciais parceiros do Brasil nesse negócio está a Alemanha, que tem feito acordos com diversos países para a compra de hidrogênio sustentável para uso final e modernização de seu sistema produtivo. Em troca, o país venderia ou transferiria tecnologia de produção alemã”, enfatizou.
No requerimento, Confúcio Moura sugeriu para a audiência a presença de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA); Ministério de Minas e Energia (MME); Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Confederação Nacional da Indústria (CNI); Conselho Federal de Química (CFQ); Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2); Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM); Associação Brasileira da Indústria de Álcalis (ABICLOR); e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
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