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Rondônia é alvo da Operação Ptolomeu III, deflagrada pela PGR e PF para combater a prática de corrupção e lavagem de dinheiro

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Nas primeiras horas desta quinta-feira (9) a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal (RFB), deram início a terceira da fase da Operação Ptolomeu, com o objetivo de investigar a prática de corrupção e lavagem de dinheiro com envolvidos no estado de Rondônia, Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas e Rondônia, além do Distrito Federal.

A investigação teve início no ano de 2021, quando foi identificada uma organização criminosa, integrado por agentes políticos e empresários ligados ao Poder Executivo estadual acreano, o grupo atuava no desvio de recursos públicos, além de praticar atos com o propósito de ocultar a origem e destino dos valores subtraídos, por meio da lavagem de capitais.

Mais de 300 policiais, com apoio de servidores e agentes das instituições envolvidas, foram mobilizados para cumprir 85 mandados busca e apreensão, nos sete estados.

Nesta nova fase da operação, os investigadores buscam o ressarcimento de parte dos valores desviados dos cofres públicos. Com esse objetivo, o STJ determinou a indisponibilidade de aproximadamente R$ 120 milhões, por meio do bloqueio de contas e sequestro de aeronaves, casas e apartamentos de luxo adquiridos como proveito dos crimes.

O nome dado a operação faz referência ao apelido utilizado por um dos principais “operadores” do esquema criminoso, além de aludir à cidade natal de grande parte dos investigados. Ptolomeu foi um cientista, astrônomo e geógrafo de origem grega, que primeiro catalogou a Constelação do Cruzeiro do Sul em seu livro Almagesto, produzido no século II.