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Malária volta a crescer; Porto Velho registra mais de 400 casos só em janeiro

 —  Rondônia


Dados da Secretaria de Saúde de Porto Velho (Semusa) mostram que a curva da malária voltou a subir. No ano passado, foram contabilizados 7.199 diagnósticos no município. Neste ano, só no mês de janeiro, 429 pessoas testaram positivo para a doença. O número representa um salto, em relação ao mesmo período de 2022, quando foram confirmados 410 casos.

Os dados constatados acendem um alerta, principalmente, em virtude do grande volume de chuvas do inverno amazônico, o que favorece a propagação de doenças tropicais como a malária.

O acompanhamento direto dos casos registrados tanto na zona urbana quanto rural é feito pelo Núcleo de Controle de Endemias da Semusa, que por meio de campanhas de conscientização, palestras nas escolas, visitas domiciliares, aplicação de fumacê e busca ativa em áreas com maior número de casos, tenta controlar a doença e orientar a população sobre as formas de prevenção.

“Para evitar a transmissão da doença, algumas medidas simples podem ser adotadas, como o uso de mosquiteiros para dormir, pulverizar as paredes da casa com inseticida, inserir telas em portas e janelas, não abrir mão do uso de repelentes e, ao visitar regiões alagadas, dar preferência para roupas que protejam braços e pernas”, orienta Jussara Alves, subgerente do núcleo.


Sobre a malária

A malária é uma doença infecciosa, febril e aguda, comum nos estados da região amazônica. Sua transmissão ocorre pela picada de mosquitos do gênero Anopheles, contaminados com o protozoário do gênero Plasmodium. As picadas do mosquito geralmente ocorrem entre o período do anoitecer e o amanhecer, e a incubação da doença costuma ser de 7 a 14 dias. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e sudorese.




Ações de combate

Roberto Costa, microscopista revisor do Núcleo de Diagnóstico da Malária da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), explica que, devido sua extensão, o município foi dividido em dez regiões, entre as zonas rural e urbana, para facilitar as ações e serviços de combate à malária.

“Nós temos encarregados de endemias em cada uma das localidades de Porto Velho, tanto na capital quanto nos distritos, além de agentes de controle de endemias, laboratórios e unidades notificantes, responsáveis por administrar o trabalho e intensificar as ações de controle da malária”.


Fonte: Portal da Cidade Online