Começam a circular em grupos no WhatsApp a imagem de indígenas chegando ao local onde a BR 364 foi bloqueada, na saída de Vilhena para Porto Velho. Numa das filmagens, os indígenas anunciados como “caciques”, teriam sido encarregados de “botar ordem”.
Mais cedo, o FOLHA DO SUL ON LINE publicou a nota oficial da PRF, que anunciou o uso de uma força-tarefa e prometeu aplicar multas contra os que continuassem obstruindo rodovias em Rondônia (LEMBRE AQUI).
Não há confirmação de que os novos manifestantes tenham sido trazidos por “brancos” que já estavam no protesto, mas em alguns vídeos é possível ouvir frases como: “agora ninguém pode tocar neles”, “pode vir tropa de choque, pode vir quem quiser, agora não libera mais não” e “vamos usar as artimanhas também”.
Num outro vídeo, um indígena que não teve seu nome divulgado, mas que segundo um leitor do FOLHA DO SUL ON LINE se chama Valdair, e seria da etnia Sabanê, explica o motivo de estar participando da manifestação.
Ele argumenta que a eleição vencida pelo ex-presidente Lula (PT), a quem chama de “ex-presidiário”, não foi justa e denuncia “doutrinação nas escolas e manipulação das lideranças, tapando a visão da comunidade num contexto geral”.
“Muitas pessoas que estão lá dentro da comunidade não tem acesso à internet e conseguem ver muito pouco o que está acontecendo aqui fora”, diz Valdair, que mora no bairro Cristo Rei e diz já ter se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem é apoiador.
Com ou sem indígenas nas manifestações, a PRF deve desinterditar todos os trechos da BR 364 bloqueados. O trabalho já começou em Candeias do Jamari, onde o tráfego de veículos foi totalmente restabelecido.
Folha do Sul Online

