Profissionais da enfermagem protestaram em Vilhena, na manhã desta quarta-feira, 21, contra a suspensão da lei que fixa o piso salarial da categoria, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo de cerca de 60 profissionais organizados pelo Sindsul (Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia) saiu da sede da entidade, onde um café da manhã foi servido, passou em frente a prefeitura de VIlhena, tomou a avenida Presidente Nasser e se dirigiu à principal avenida de Vilhena, a Major Amarante, que concentra o centro financeiro e principal centro comercial da cidade.
Munidos de faixas e cartazes, os servidores se concentraram por alguns instantes na Praça Nossa Senhora Aparecida. Depois, os manifestantes seguiram rumo ao semáforo localizado próximo ao Hospital Regional. Sempre aos gritos de “Barroso a culpa é sua”, em referência ao ministro do STF que foi o primeiro a votar para derrubar a conquista da classe, a manifestação foi encerrada por volta das 10h30.
De acordo com Sônia Paz, vice-presidente do Sindsul e representante da saúde na entidade, eles aguardam orientação da Confetam (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal) para os próximos passos. “Essa manifestação é em âmbito nacional. Por aqui, organizamos, além de Vilhena, o município de Pimenteiras. Estamos lutando por valorização de uma classe que se dispôs a trabalhar incansavelmente durante a pandemia. A passeata foi para que a população saiba o que tem se passado conosco”, disse Sônia.
O gestor de uma Unidade Básica da Saúde – UBS – com quem a reportagem da FOLHA conversou, explicou que a paralisação desta quarta, contra a decisão que suspendeu o piso da categoria, embora reduza o atendimento nas UBS, não deixa sem atendimento a população. Segundo o profissional, até 70% dos servidores podem aderir a paralisação.
Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci











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